Na semana passada, entre os dias 8 e 14 de Abril, os alunos do 9.ºA foram à ilha do Faial, nos Açores, acompanhados pelos professores de Ciências Naturais, Inglês e pela directora de turma. Esta visita foi o fruto de um trabalho de planeamento que demorou dois anos e só foi possível pelo grande empenho dos alunos e professores envolvidos. Foram previamente contactadas várias entidades locais, ligadas à biologia marinha, à geologia e à história da ilha.
O foco principal, no âmbito da Escola Azul, foi a Literacia do Oceano: os alunos tiveram a oportunidade de ir de barco observar baleias e golfinhos no seu ambiente natural. Depois, visitaram a antiga Fábrica da Baleia, hoje um museu dedicado à história da caça do cachalote na ilha, onde perceberam a importância que estes animais tinham e têm para a vida das populações. Fizeram também uma limpeza de praia, acompanhados de técnicos especializados, onde perceberam que a realidade do lixo marinho, particularmente dos microplásticos, é muito mais evidente no meio do Atlântico do que na Ria Formosa.
Os mais afoitos tiveram ainda a oportunidade de fazer um baptismo de mergulho no mar, numa baía protegida, entrando num mundo até então desconhecido e imergindo no mar dos Açores. Um dos pontos altos da visita foi a observação nocturna de uma colónia de cagarros em nidificação. Os cagarros são aves marinhas oceânicas que passam a vida no mar e só vêm a terra para pôr ovos e cuidar das crias. Os sons que fazem ao comunicar entre si são únicos e ficarão certamente na memória destes alunos.
O Faial, como todas as ilhas do arquipélago dos Açores, é uma ilha vulcânica. Os alunos tiveram a oportunidade de descer ao fundo da Caldeira do Faial, acompanhados por um guia especializado, numa caminhada com um desnível de mais de 300 metros. A sensação de mergulhar no interior de uma cratera de um vulcão, agora coberta de floresta nativa, será certamente inesquecível. Foram também ver os Capelinhos, o vulcão mais recente do território português, numa caminhada desde uma vigia da baleia na floresta até ao Centro de Interpretação do Vulcão, um Centro de Ciência Viva onde realizaram uma visita guiada sobre a história geológica dos Açores, com destaque para a ilha do Faial.
Houve ainda tempo para explorar a cidade da Horta, capital da ilha, realizar percursos pedestres e fazer uma intensa viagem de barco à ilha do Pico.
Todos estes dias foram passados numa antiga casa tradicional açoriana, transformada numa pequena pousada, onde estiveram como em casa. Devidamente orientados pelos seus professores, foram responsáveis por tudo: preparar refeições, arrumar quartos, separar resíduos e gerir toda a logística de “governar uma casa”.
Alunos e professores regressaram diferentes desta visita, que se afirma como um exemplo claro de como a escola pode proporcionar experiências únicas, com impacto profundo e duradouro na vida dos alunos.
Esta visita teve o apoio da Câmara Municipal de Olhão, da Câmara Municipal da Horta, das Juntas de Freguesia de Olhão e de Quelfes e do Clube das Ciências do Agrupamento João da Rosa.


















