Numa atividade integrada na comemoração do Dia da Consciencialização para o Autismo, o Agrupamento de Escolas reforça o compromisso com a inclusão de alunos com Autismo. Os docentes fazem uma pequena reflexão, onde sublinham que o sucesso educativo depende do vínculo afetivo, da comunicação clara e de rotinas estruturadas que promovam a autonomia.
O trabalho com alunos com Perturbação do Espectro do Autismo (PEA) assume-se hoje como um dos desafios mais gratificantes e centrais na estratégia educativa deste agrupamento. A inclusão vai muito além da simples aplicação de técnicas pedagógicas; trata-se de um processo contínuo de “construir pontes” em caminhos que, por vezes, parecem interrompidos.
Segundo os professores da instituição, o envolvimento direto e empenhado dos educadores é o fator determinante para o sucesso escolar e social destes alunos. Mais do que transmissores de conteúdos, os docentes definem-se como mediadores sociais, responsáveis por interpretar as necessidades individuais de cada criança e adaptar o ambiente para que a aprendizagem ocorra de forma natural e segura.
A visão partilhada pelos profissionais do agrupamento assenta na premissa de que a aprendizagem está intrinsecamente ligada à segurança relacional. “Antes de ensinar o ‘quê’, é preciso estabelecer a ‘quem’”, sublinhando a importância de identificar as particularidades de cada aluno. Todo o trabalho de mediação, comunicação e regras converge para um único objetivo: a autonomia.
Inclusão não é apenas colocar o aluno dentro da sala de aula; é garantir que ele tenha voz, espaço e condições de caminhar com as suas próprias pernas.


















